Paradoxos da história


By Pr.Luis Leite

 Comunidade Vida com Deus – BH – MG

Kierkegaard disse de certa feita que Jesus é um paradoxo que a história jamais assimilará. Acredito que o formidável pensador nórdico acertou na mosca! Parece-me que ainda entendemos muito pouco de Jesus… Fomos atingidos poderosamente por sua mensagem e o impacto da mesma, passados dois mil anos, ainda nos faz sentir atordoados! Os judeus tiveram uma dificuldade imensa para entendê-lo. É óbvio que fracassaram. Afinal, Jesus frustrou suas expectativas e confundiu-os completamente! Aguardavam-no de um jeito, e Ele chegou de outro! Esperavam-no pela porta da frente e eis que Ele chega, sutilmente, pela porta dos fundos. É isso. Jesus entrou na história pela porta dos fundos! 

Não nasceu como um rei deveria nascer, não viveu como um rei deveria viver, tampouco morreu como um rei deveria morrer… o que dizer dos seus assessores? Certamente nenhum rei em toda a história da humanidade se fez cercar de um grupo tão despreparado… Queriam-no leão, e Ele vem Cordeiro; queriam-no rei, estadista, conquistador, e Ele vem servo; queriam-no encarnando o revanchismo, revisionista, dando a paga aos seus inimigos, e eis que Ele vem com um discurso absolutamente insuportável de amor e perdão… Confundiu o mundo e seus padrões. Dispensou o tapete vermelho, os tapinhas nas costas, desprezou os aplausos… Rasgou o protocolo da religião hipócrita e trafegou na contramão sem jamais temer o confronto e o choque inevitável nessa rota de colisão.

 Não fez caso algum daquilo que tanto prezamos, e quando os portais da “glória”  terrena se  lhe abriram, preferiu o anonimato, praticando uma técnica de marketing pessoal que contraria todas as teorias de promoção pessoal, desferindo golpe mortal na questionável ética da personalidade…  Quem foi esse homem, que diferentemente de todos os homens, viveu a vida mais incrível de que se tem notícia?

 É um tanto patético o espetáculo proporcionado pelos seus supostos representantes nos nossos dias! É absolutamente ridículo! Quando considero o glamour que circunda os santos vigários (católicos ou protestantes) que, posando de enviados, destoam tão completamente daquele a quem reivindicam representar, sinto-me profundamente constrangido. Quero evitar os tais vigários…

 Jesus é o único referencial absolutamente confiável através do qual podemos nos orientar nesse imenso e medonho pântano em que nos metemos… É a única garantia de sanidade no meio de um mundo cada dia mais insano. Seguir a Jesus permanece sendo o mais fascinante projeto de vida! Tenha um ano significante…Seguindo-o.  A ética judaica do “Imitatio Dei” transferiu-se para nós, cristãos gentios, “Imitatio Christus”. Eis o desafio! Aceita?

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